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sábado, 18 de julho de 2015

Cópia feita

E quem me dera num poema gritar para as que portas se abrissem
as luzes se apagassem
as pessoas se virassem
os semáforos  piscassem
os carros parassem
e pro vento, que finalmente me levasse.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Tudo bem

I feel like I am watching everything from space
And in a minute I'll hear my name and I'll wake
I think the finish line's a good place we could start
Take a deep breath, take in all that you could want 


Fui enrolar pra dormir e descobri essa música. Melhor coisa que já fiz.

sábado, 11 de outubro de 2014

domingo, 5 de outubro de 2014

My lungs are out of air,




"cause my heart is full of no blood,
My cup is full of no love,
Couldn't take another sip even if I wanted"



sábado, 4 de outubro de 2014

Estou aqui para observar

Eu quis escrever uma desconstrução. Mas de repente a desconstrução me tornei. Assim, de súbito.
Já aconteceu antes, e eu me lembro do topor enquanto deixava um pedaço de mim por onde ia.
Era assim, num segundo eu era duas vezes menos do que já fui um dia.

E agora vejo tudo de novo. Seguro a mim mesma entre meus dedos mas não adianta. Escorro, caio, me desfaço, e me sinto só uma parte outra vez.
Não sou mais eu inteira, eu pernas, braços e cabeça. Sou eu, pedaços de tristeza.

Um
Pouco
De
Cada
Vez

E agora sou nada.


But today I'm not so strong,
So lay me down with a sad song,
And when it stops then you know I've been,
Gone too long.

But don't shake me awake,
Don't bend me or I will break,
Come find me somewhere between my dreams,
With the sun on my face.


quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Poison

  Quero escrever uma desconstrução. Assim, simples. Ela acorda bem e vai dormir sendo apenas uma fração de si. Já a vejo com o seu ar confuso, algo como ''ontem, tudo isso fazia todo o sentido para mim'', os seus olhos desfocados e seus pensamentos em turbilhão, enquanto ela procura neles a significação que há pouco estava exposta ali, na página principal.
   Sem ponto? Talvez. Mas ninguém se desconstrói procurando um fim, só acontece. Num momento você vê braços, pernas e pés, noutro não vê nem sombras.
   Mas como se desconstruir? Preciso mesmo dar uma razão de ser para a membrana que agora se encontra cobrindo a pupila da minha heroína? Ela precisa se ver em mil pedaços visando algum fim?
Acho que não. Se afinal somos mil e uma pessoas durante a vida, em algum momento preciso me desfazer do que sou para entrar numa nova casca.
   Porém, acima de tudo, confesso minha paixão pelo despedaçado. Não posso dizer com propriedade, mas talvez já tenha perdido a conta das vezes que me desconstruí do dia para a noite e passei meses juntando retalhos.
   Não sou apaixonada pelo processo, passar por ele tem sua parcela (quase cara demais) de doloroso. Sou apaixonada por observá-lo. Existe algo de sublime, único e viciante em observar uma pessoa sã com um olhar opaco, vendo as coisas como uma criança que encara placas antes de ter aprendido as letras.
Há algo de maravilhoso no desespero e de apreciável no desabar dos alicerces do existir.