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segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Retrospectiva - Final

Se 2012 fosse uma pessoa eu o abraçaria. De verdade. Por uns dez minutos. Só Deus sabe como eu precisava exatamente do ano que tive.
Nos primeiros seis meses só conseguia me perguntar que-merda-era-aquela-que-continuava-acontecendo, mas tudo o que aconteceu depois de Julho foi o bastante para me fazer classificar esse ano como muito bom.
Não aconteceu nada de extraordinário, bom, não na visão das outras pessoas, porque para mim sim foi extraordinário, ou um milagre, ou curioso. Nos últimos seis meses me senti leve como nunca me senti antes, viver para mim era quase tão simples como respirar, não sentia um ''mundo'' nas costas assim que acordava. Esse ''mundo'' estava lá, é claro, às vezes ele tentava me lembrar disso, mas fui tão anestesiada, senti a alegria de uma forma tão pura que quando resolvia olhar de novo para o ''mundo'' ele já resolvera ir embora, eu não era mais uma boa vítima.
Apenas uma coisa realmente foi ruim, sei que enlouqueci um pouco graças a ela e realmente não sei o que farei pra voltar ao normal.
Neste ano consegui ver mais meus amigos, consegui ir mais ao cinema e consegui ler mais livros. Conheci as duas pessoas mais lindas dessa vida, e graças a elas tive os melhores seis meses desde que me lembro.
Em resumo meu ano foi isso: Descobri que tudo pode ser surportado, desde que a dor maior seja a da sua barriga por rir todos os dias.
  • Eu queria escolher uma música para 2012, então Shake It Out da Florence + The Machine é perfeita. Ela acaba sendo não só a música deste ano, mas a da minha vida.
Obrigada 2012, você sempre será a vó que dá docinhos escondidos quando não podemos comê-los.

(Ah! E obrigada por ter sido rápido)

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